Sábado, Maio 24, 2008
Segunda-feira, Maio 19, 2008
Sexta-feira, Maio 16, 2008
Pirilampo Trágico
«(...) lindíssimo, uma pequena maravilha de artesanato em qualquer parte do mundo, mesmo naquela parte para onde são endereçados os árbitros, ao encontro de suas mães (...)» - jornal Record, Maio 2008
E, no entanto, Savisevic rima com Purovic.
Quarta-feira, Maio 14, 2008
Terça-feira, Maio 13, 2008
They couldn't believe
Segunda-feira, Maio 12, 2008
Quinta-feira, Maio 08, 2008
Ócio
O fenómeno é talvez antigo, terá remotas raízes seculares e certamente fundas mas, sem dúvida, agudizou-se muito nos últimos anos. À tradicional percentagem de produções reservada aos advogados, polícias, juízes e ao carrossel dos tribunais, juntaram-se outras com jornalistas, médicos, políticos, professores, cabeleireiras e um sem número de pequenas profissões prontas a servir de mote e motor para os filmes e séries de televisão realizados hoje em dia (como se não houvesse amanhã; e não é certo que haja), conquistando lugares de destaque nas mais diversas narrativas, do cinema à sitcom. E nada de férias. Nos elevadores de Manhattan e nos hospitais de Chicago, ninguém despe a farda. São retratos do trabalho, da vertigem dos prazos, dos delicados tormentos e amores que se fortalecem em corredores e salas de espera, testemunhados por funcionários pouco escrupulosos e na presença de objectos sensíveis como fotocopiadoras e máquinas de água com duas opções: frio e natural. A história entra às nove e sai às sete, cansada. Com sorte, a história recebe subsídio de Natal e 13º mês. Tudo isso corresponde a um movimento de certa forma previsível, acompanhando a crescente preponderância do ofício na vida das pessoas. Por outro lado, a explosão do desemprego (ou do seu fantasma) vai contribuindo, com o seu dízimo subtil, para a glamorização do trabalho. É natural que assim seja mas ser natural nem sempre é uma vantagem (só às vezes). É natural que os meus olhos desprotegidos doam quando conduzo contra o sol mas será melhor se, de óculos escuros, acelerar pela planície até ao mar. A inclusão sistemática de elementos que atam as personagens às minudências do quotidiano laboral, tornam os filmes mais sérios, capazes de abordar a problemática de não sei quê de forma muitíssimo complexa e implacável mas, enfim, não serve para levar a água a todos os moinhos. Por exemplo, a dois ou três moinhos que eu cá sei.
Se há algum pormenor que seja determinante para que possamos reconhecer à distância (numa festa, nos transportes públicos, na praia) um filme da «Nouvelle Vague», ele encontra-se no modo como as personagens se passeiam pelas ruas e cafés de forma ostensivamente ociosa, apesar de envergarem fatos, gravatas ou chapéus. Não é que eles não trabalhem, os vagabundos chiques. Alguns têm profissões extraordinárias e outros ocupações banais em escritórios muito pequenos ou quiosques mas nada acaba e, sobretudo, começa por aí. É essa leveza que permite, ao fabuloso trio do «Bande à part», correr de mãos dadas nas salas do Louvre ou arrastar um pouco a mesa de café para dançar. Essa mesma leveza que concede a Antoine Doinel o estatuto de glorioso despassarado numa mão cheia de filmes do Truffaut. E, de manhã, ninguém acorda com pressa. Os homens arriscam umas frases, às vezes mencionando - ao de leve - nomes de filósofos obscuros, enquanto se barbeiam ou fumam Gitanes à varanda e as mulheres demoram-se nos lençóis, belas e espirituosas, sempre com perguntas e respostas na ponta da língua e magníficos penteados que, só a custo, irão passar de moda. Depois, têm tanto tempo para a conversa que até chateia. Todo aquele francês irrepreensível e nós aqui, agora, mal articulando os erres, sem fato, nem gravata, nem chapéu mas ocupados até ao pescoço; atarefadíssimos como se, lamento dizê-lo, estivéssemos num filme (desta última vaga).
Sexta-feira, Abril 04, 2008
It is not easy to be a muse at midday
Quarta-feira, Abril 02, 2008
Baltimore
[é favor clicar aqui para ouvir a música que completa este texto e depois, então sim, podem ir à vossa vida]
Segunda-feira, Março 31, 2008
Língua de Gato

Quinta-feira, Março 27, 2008
Terça-feira, Março 25, 2008
Coliseu mas dos Recreios
Vou, mas prefiro jogar futebol. Tenho uma equipa, chama-se Brian Munique.
[Geoff Barrow dos Portishead - essa grande banda que estará no Porto amanhã, uma quarta feira sem liga dos campeões - em entrevista ao «Público».]
Segunda-feira, Março 24, 2008
Domingo, Março 23, 2008
Terça-feira, Março 18, 2008
Não vás ao mar
- Daniel M. (Bootlegs - volume 8, o período bélico)
Terça-feira, Março 11, 2008
Stop You're Killing Me
Parte 1:
Parte 2:
Segunda-feira, Março 03, 2008
Domingo, Março 02, 2008
Portanto, as pessoas
Quarta-feira, Fevereiro 27, 2008
Hoje
«Cimbalino»: um ponto; cimbalaine: one point; sambalêne: un point.
(apesar de eu ser do Porto, nunca a utilizei mas gosto de saber que a palavra existe - durmo melhor - e ainda mais da sua forma esdrúxula: cimbálino)
«Terraço»: dois pontos, terreice: two points, terrésse: deux points.
(quando a uso é como se tivesse um)
«Agadir»: três pontos, Eitchedier: three points; Agádirre: trois points.
(na verdade, qualquer nome de cidade marroquina: Casablanca, Tânger, Marraquexe)
«Dióspiro»: quatro pontos; godspére: four points; dihurghspirre: quatre points.
(é um fruto que eu respeito)
«Buganvília»: cinco pontos; booganvili: five points; biugânville: cinque points.
(a planta com mais jazz de todo o Portugal, a trepadeira que engoliu Bogart em chá de tília)
«Revólver»: seis pontos; rivolver: six points; rêvolvê: six points.
(é uma pistola bem vestida e tem aquele «ó» dramático que me agrada)
«Piscina»: sete pontos; paicine: seven points; piiiciiine: sept points.
(uma palavra com cloro e moças em biquini)
«Trompete»: oito pontos; terompete: eight points; trrompete: huit points.
(é magnífica, tem tudo para fazer uma grande carreira)
«Jaburu»: nove pontos; Jeiburu: nine points; Jabiurru: neuf points.
(nome da personagem principal das histórias que o meu pai contava quando eu e a minha irmã tínhamos palmo e meio; ave ciconiforme da família Ciconiidae)
«Coisa»: dez pontos; cóise: ten points; queuse: dix points.
(a chave universal da nossa língua)
«Uzbequistão»: onze pontos; who's the bequistão?: eleven points; iuzebequiston: onze points.
(ah, aquela primeira sílaba é uma faísca; «faísca» também não é uma palavra má)
«Lerpar»: doze pontos; tu lérp: twelve points; lerpê: douze points
(grande verbo; como já disse, mas não me importo de repetir, bem melhor do que soçobrar e claudicar)
Pedro, Azia e Plim: não sei se gostariam de dar umas moedas para este peditório.
Terça-feira, Fevereiro 26, 2008
- Daniel M. (Bootlegs - volume 6, o período inglês)
Terça-feira, Fevereiro 19, 2008
On the road
Temos fios de cobre que nos cercam os pulmões. Samplers esquisitos na cabeça. Omoplatas fluorescentes. Alguns néones entrando pela boca lentíssimos e furando-nos os dentes, mesmo os mais recuados. Fazemos festinhas com as vinte mãos acrílicas que nos deram, entretidos com os espelhos e o som da estrada que, estranhamente, vem do céu e não do chão. O nível do óleo chegou-nos ao sangue e deve ser tarde porque nos doem as costas quando movemos as nossas sombras e nos despenteamos. Ai de quem nos chame humanos. Ainda nos dava uma coisa.
Segunda-feira, Fevereiro 18, 2008
Terça-feira, Fevereiro 12, 2008
Ópera do Malandro
Quinta-feira, Fevereiro 07, 2008
Posologia
I think about dying.
About disease, starvation,
violence, terrorism, war,
the end of the world.
It helps keep my mind off things.
Survivor - Roger McGouch
Quarta-feira, Fevereiro 06, 2008
Sapo? Jamé!
Segunda-feira, Fevereiro 04, 2008
Psyence Fiction
Custa-nos
(Camilo Castelo Branco, Amor de perdição)