<body><iframe src="http://www.blogger.com/navbar.g?targetBlogID=15932754&amp;blogName=b-site&amp;publishMode=PUBLISH_MODE_BLOGSPOT&amp;navbarType=BLACK&amp;layoutType=CLASSIC&amp;homepageUrl=http%3A%2F%2Fthebsite.blogspot.com%2F&amp;searchRoot=http%3A%2F%2Fthebsite.blogspot.com%2Fsearch" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no" frameborder="0" height="30px" width="100%" id="navbar-iframe" title="Blogger Navigation and Search"></iframe> <div id="space-for-ie"></div>

Sábado, Maio 24, 2008

Cultura Clássica em altitude

«Só sei que nada sei», disse Sócrates enquanto fumava.

Segunda-feira, Maio 19, 2008

Não sei se chame a isto: «foto» ou (má) «instalação»

lisboa - © Daniel M.

© Daniel M

Sexta-feira, Maio 16, 2008

Pirilampo Trágico

Vende-se: Pirilampo Trágico - edição especial Final da Taça, c/ listas e tudo; inclui a clássica superfície autocolante na base, para os freaks que já imaginam uma coisa destas como adereço lateral de um monitor de 22 polegadas; material comestível mas pouco.

«(...) lindíssimo, uma pequena maravilha de artesanato em qualquer parte do mundo, mesmo naquela parte para onde são endereçados os árbitros, ao encontro de suas mães (...)» - jornal Record, Maio 2008

E, no entanto, Savisevic rima com Purovic.

Quarta-feira, Maio 14, 2008

Filme mudo

Terça-feira, Maio 13, 2008

They couldn't believe

«She is a delightful creature of 20 with striking yet delicate good looks. She spent some time at the Ruskin, in Oxford, learning to draw. Members of the University kept writing her poems and telling her she had such a beautiful face that they couldn't believe there wasn't a brain behind it. Miss Bunyan assured them that, to the best of her knowledge, there was not.» - Evening Standard, Saturday, May 18, 1965.

Segunda-feira, Maio 12, 2008

Hoje comprei um Pirilampo Trágico. Mas em verde, como a esperança.

Quinta-feira, Maio 08, 2008

Ócio

O fenómeno é talvez antigo, terá remotas raízes seculares e certamente fundas mas, sem dúvida, agudizou-se muito nos últimos anos. À tradicional percentagem de produções reservada aos advogados, polícias, juízes e ao carrossel dos tribunais, juntaram-se outras com jornalistas, médicos, políticos, professores, cabeleireiras e um sem número de pequenas profissões prontas a servir de mote e motor para os filmes e séries de televisão realizados hoje em dia (como se não houvesse amanhã; e não é certo que haja), conquistando lugares de destaque nas mais diversas narrativas, do cinema à sitcom. E nada de férias. Nos elevadores de Manhattan e nos hospitais de Chicago, ninguém despe a farda. São retratos do trabalho, da vertigem dos prazos, dos delicados tormentos e amores que se fortalecem em corredores e salas de espera, testemunhados por funcionários pouco escrupulosos e na presença de objectos sensíveis como fotocopiadoras e máquinas de água com duas opções: frio e natural. A história entra às nove e sai às sete, cansada. Com sorte, a história recebe subsídio de Natal e 13º mês. Tudo isso corresponde a um movimento de certa forma previsível, acompanhando a crescente preponderância do ofício na vida das pessoas. Por outro lado, a explosão do desemprego (ou do seu fantasma) vai contribuindo, com o seu dízimo subtil, para a glamorização do trabalho. É natural que assim seja mas ser natural nem sempre é uma vantagem (só às vezes). É natural que os meus olhos desprotegidos doam quando conduzo contra o sol mas será melhor se, de óculos escuros, acelerar pela planície até ao mar. A inclusão sistemática de elementos que atam as personagens às minudências do quotidiano laboral, tornam os filmes mais sérios, capazes de abordar a problemática de não sei quê de forma muitíssimo complexa e implacável mas, enfim, não serve para levar a água a todos os moinhos. Por exemplo, a dois ou três moinhos que eu cá sei.

Se há algum pormenor que seja determinante para que possamos reconhecer à distância (numa festa, nos transportes públicos, na praia) um filme da «Nouvelle Vague», ele encontra-se no modo como as personagens se passeiam pelas ruas e cafés de forma ostensivamente ociosa, apesar de envergarem fatos, gravatas ou chapéus. Não é que eles não trabalhem, os vagabundos chiques. Alguns têm profissões extraordinárias e outros ocupações banais em escritórios muito pequenos ou quiosques mas nada acaba e, sobretudo, começa por aí. É essa leveza que permite, ao fabuloso trio do «Bande à part», correr de mãos dadas nas salas do Louvre ou arrastar um pouco a mesa de café para dançar. Essa mesma leveza que concede a Antoine Doinel o estatuto de glorioso despassarado numa mão cheia de filmes do Truffaut. E, de manhã, ninguém acorda com pressa. Os homens arriscam umas frases, às vezes mencionando - ao de leve - nomes de filósofos obscuros, enquanto se barbeiam ou fumam Gitanes à varanda e as mulheres demoram-se nos lençóis, belas e espirituosas, sempre com perguntas e respostas na ponta da língua e magníficos penteados que, só a custo, irão passar de moda. Depois, têm tanto tempo para a conversa que até chateia. Todo aquele francês irrepreensível e nós aqui, agora, mal articulando os erres, sem fato, nem gravata, nem chapéu mas ocupados até ao pescoço; atarefadíssimos como se, lamento dizê-lo, estivéssemos num filme (desta última vaga).

Sexta-feira, Abril 04, 2008

It is not easy to be a muse at midday

Não podem dizer que «Deliberate Daily Muses» é um mau título porque, vendo bem, tem muita pinta. Mas podem deixar comentários em português que ela percebe, desde que não abusem no requinte do vosso vocabulário (inegavelmente extenso e colorido).

Quarta-feira, Abril 02, 2008

Baltimore

Stephen Malkmus tem um novo disco. Na faixa 6, aproximadamente a meio de «Real Emotional Trash», ele inventa uma melodia que parece roubada ao cancioneiro folk de uma daquelas províncias verdejantes do norte da Europa, com casas afundadas em nevoeiro e frutos silvestres a crescer nos caminhos de montanha, para logo a transformar numa rockalhada imprevisível. Talvez fosse dispensável o último minuto à la Led Zeppelin mas não me apanham a dizer mal do Stephen Malkmus pois o respeito, se não é muito bonito, não serve para nada.


[é favor clicar aqui para ouvir a música que completa este texto e depois, então sim, podem ir à vossa vida]

Segunda-feira, Março 31, 2008

Língua de Gato



Não tarda nada venho cá falar deste livro que não só é bom (o texto) como é muito bom (o traço). Eu sei que por se tratar de banda desenhada há quem torça o nariz mas isso não importa, a literatura também usa sapatilhas. Por mim, tudo certo, dispenso sem remorsos os salamaleques à alta cultura; eu até gosto de policiais, futebol e era bem capaz de casar com uma senhora dona peixeira (o Bolhão vai fechar, tenho de ser rápido) desde que ela não insistisse demasiado - na saúde e sobretudo na doença - em solha frita e não me gritasse, todos os dias, «é o amôre» (fresquinho) aos ouvidos, lá pelas seis da matina, antes do mundo se recompor. O ideal seria que não tivesse bigode nem um bosque nas axilas. E roubasse no peso da sardinha para me comprar queijo e jornais no mesmo mercado onde um dia nos teríamos conhecido, com o IVA a 16% e as ruas muito limpas.

Quinta-feira, Março 27, 2008

kitchen - © Daniel M.


© Daniel M

Terça-feira, Março 25, 2008

Coliseu mas dos Recreios

Vai ao cinema, exposições, concertos?
Vou, mas prefiro jogar futebol. Tenho uma equipa, chama-se Brian Munique.

[Geoff Barrow dos Portishead - essa grande banda que estará no Porto amanhã, uma quarta feira sem liga dos campeões - em entrevista ao «Público».]

para o maradona que, salvo erro, só lê jornais estrangeiros

Segunda-feira, Março 24, 2008

A Little Something (but hey, they are having fun)

Domingo, Março 23, 2008

street - © Daniel M.

© Daniel M

Terça-feira, Março 18, 2008

Não vás ao mar

Não sei se conhecem a palavra «tóino». Conhecem certamente a palavra «Deus». Pois bem: que Deus nos livre de aturar tóinos (e tóinas, é claro). Mas como o altíssimo insiste em não resolver o problema, resta-me a pequena vingança de começar aqui mesmo a escrever «deus» com letra minúscula e «Tóinos» com maiúscula; até porque, apesar da omnipresença ser atributo pretensamente divino, são os Tóinos que me parecem estar em todo o lado.
porque o amor é um exército em combate num campo de flores / perdem-se braços e pernas / tornozelos e vértebras / mas cheira tão bem

- Daniel M. (Bootlegs - volume 8, o período bélico)

Terça-feira, Março 11, 2008

Stop You're Killing Me

Dylan Moran é uma das poucas criaturas deste circo onde passamos os nossos dias que consegue transformar um número de «stand-up comedy» numa história bem contada em vez de se limitar a uma colagem de apontamentos de humor, a um repositório de piadas avulsas ou a um desconchavado comboio de «punch lines». Noutros formatos há quem faça humor melhor do que ele mas no palco, sem rede (apesar de haver muito artesanato naqueles textos), não conheço ninguém assim, tão pouco vulnerável às armadilhas da comédia «stand-up», a mais solitária de todas. No entanto, neste espectáculo para a Amnistia Internacional ele usa, descaradamente, algumas ideias minhas. Tenho provas. Gente disposta a falar.


Parte 1:




Parte 2:

Segunda-feira, Março 03, 2008

É o que eu te digo: não há romance nas grandes cidades

não há romance nas grandes cidades - © Daniel M.

© Daniel M

Domingo, Março 02, 2008

Portanto, as pessoas

Não há nada de deslumbrante numa personalidade instável, toscamente imprevisível; nada de sublime naquelas pessoas que, mudando todas as semanas, são de cada vez uma só coisa. Interessam-me bem mais aquelas outras que são muitas coisas, todas as vezes. Apesar do fogo de artifício, estas últimas é que são raras. A surpresa, se for de boa colheita, é um espanto e um reconhecimento.

Quarta-feira, Fevereiro 27, 2008

Hoje

Boa noite, Mood Swing. Good evening, Mood Swing. Bon soir, Mood Swing. As minhas doze palavras preferidas são / My twelve favourite words are / Mes douze mots préférés sont:

«Cimbalino»: um ponto; cimbalaine: one point; sambalêne: un point.
(apesar de eu ser do Porto, nunca a utilizei mas gosto de saber que a palavra existe - durmo melhor - e ainda mais da sua forma esdrúxula: cimbálino)

«Terraço»: dois pontos, terreice: two points, terrésse: deux points.
(quando a uso é como se tivesse um)

«Agadir»: três pontos, Eitchedier: three points; Agádirre: trois points.
(na verdade, qualquer nome de cidade marroquina: Casablanca, Tânger, Marraquexe)

«Dióspiro»: quatro pontos; godspére: four points; dihurghspirre: quatre points.
(é um fruto que eu respeito)

«Buganvília»: cinco pontos; booganvili: five points; biugânville: cinque points.
(a planta com mais jazz de todo o Portugal, a trepadeira que engoliu Bogart em chá de tília)

«Revólver»: seis pontos; rivolver: six points; rêvolvê: six points.
(é uma pistola bem vestida e tem aquele «ó» dramático que me agrada)

«Piscina»: sete pontos; paicine: seven points; piiiciiine: sept points.
(uma palavra com cloro e moças em biquini)

«Trompete»: oito pontos; terompete: eight points; trrompete: huit points.
(é magnífica, tem tudo para fazer uma grande carreira)

«Jaburu»: nove pontos; Jeiburu: nine points; Jabiurru: neuf points.
(nome da personagem principal das histórias que o meu pai contava quando eu e a minha irmã tínhamos palmo e meio; ave ciconiforme da família Ciconiidae)

«Coisa»: dez pontos; cóise: ten points; queuse: dix points.
(a chave universal da nossa língua)

«Uzbequistão»: onze pontos; who's the bequistão?: eleven points; iuzebequiston: onze points.
(ah, aquela primeira sílaba é uma faísca; «faísca» também não é uma palavra má)

«Lerpar»: doze pontos; tu lérp: twelve points; lerpê: douze points
(grande verbo; como já disse, mas não me importo de repetir, bem melhor do que soçobrar e claudicar)



Pedro, Azia e Plim: não sei se gostariam de dar umas moedas para este peditório.

Terça-feira, Fevereiro 26, 2008

You're not around but I'm counting the days on your fingers.

- Daniel M. (Bootlegs - volume 6, o período inglês)

Terça-feira, Fevereiro 19, 2008

On the road



Temos fios de cobre que nos cercam os pulmões. Samplers esquisitos na cabeça. Omoplatas fluorescentes. Alguns néones entrando pela boca lentíssimos e furando-nos os dentes, mesmo os mais recuados. Fazemos festinhas com as vinte mãos acrílicas que nos deram, entretidos com os espelhos e o som da estrada que, estranhamente, vem do céu e não do chão. O nível do óleo chegou-nos ao sangue e deve ser tarde porque nos doem as costas quando movemos as nossas sombras e nos despenteamos. Ai de quem nos chame humanos. Ainda nos dava uma coisa.

Segunda-feira, Fevereiro 18, 2008

Com nenhuma palavra

words - © Daniel M.

© Daniel M

Terça-feira, Fevereiro 12, 2008

Ópera do Malandro

É falso que a palavra «saudade» seja intraduzível noutras línguas. O que é difícil de encontrar noutros países é a expressão «arroz malandro», sobretudo na sua forma literal, aquela que vem em tachos ou travessas e que, se tudo correr bem, nos converte pelo estômago a uma espécie de felicidade, difícil de explicar a estrangeiros. Fartei-me de traduzir «saudade», quase sempre em línguas que não domino. Arroz malandro é que nunca encontrei fora de portas. Agora a saudade, já a vi em muitos lugares, até no chão de Fumiccino e na secção de congelados de um supermercado em King Street. Sou magro, atenção.

Quinta-feira, Fevereiro 07, 2008

Posologia

Everyday
I think about dying.
About disease, starvation,
violence, terrorism, war,
the end of the world.

It helps keep my mind off things.



Survivor - Roger McGouch

Quarta-feira, Fevereiro 06, 2008

Notting Hill Carnival (4)

life of love - © Daniel M.

© Daniel M

Sapo? Jamé!

portantos, ora chegados à rotunda, é seguir até ós semáforos e virar à esquerda, depois há uma mercearia e um talho, não, um talho e uma mercearia, assim é que é, um loja de electrodomésticos por acaso muito jeitosa, um estabelecimento prisional, um colégio, um pavilhão desportivo, um café, nove palácios, praí doze estádios de futebol, um prédio assim pó alto, uma junta de freguesia, uma rua, outra rua, um cruzamento, dois, três e quase de certeza que, havendo swing metalizado, que eu não sei se há meu amigo, deve de ser ali.

Segunda-feira, Fevereiro 04, 2008

Psyence Fiction

É preciso ter uma embalagem de Corn Flakes no lugar do coração (que é onde desemboca o aparelho auditivo porque eu já vi num livro d'anatomia) para não gostar destes nove minutos:

Custa-nos

«A verdade é algumas vezes o escolho de um romance. Na vida real, recebêmo-la como ela sai dos encontrados casos, ou da lógica implacável das cousas; mas na novela, custa-nos a sofrer que o autor, se inventa, não invente melhor; e se copia, não minta por amor da arte.»

(Camilo Castelo Branco, Amor de perdição)

Terça-feira, Janeiro 29, 2008

a noite nas cidades:

e o serão na província: