Quarta-feira, Setembro 30, 2009
Terça-feira, Setembro 29, 2009
Nem por nada
Continuo à solta. Como está o joelho? Podia fazer mais pela vida, mas não faço. O seu joelho é lindo, minha senhora. Toda a beleza, no fundo, é dolorosa. Não é bem isso. O seu joelho é lindo porque me comovo a olhar para si e, se me comovo a olhar para si é porque o seu joelho (quem diria?) é o meu pretexto sentimental. [...] Estou na mesma, isto é: sonho violentamente consigo. O último: estávamos os dois numa grande sala e, escondidos atrás dos móveis (que eram pesados e sobrecarregavam o espaço), íamos disparando tiros de revólver um contra o outro. A dada altura, o sangue corria de todos os lados, mas ríamos imenso e não morríamos nem por nada.
«Uma semana noutra cidade» - João César Monteiro
Quinta-feira, Setembro 24, 2009
Boa Honda
«The troubled democracy giant» dá uma trabalheira, até nas pequenas coisas (onde é que arrumei o meu cartão de eleitor?) mas, confesso, agradam-me os períodos eleitorais; tenho até uma certa ternura pelos tempos de antena e pelo folclore tosco das caravanas. Como se não bastasse: gosto muito de votar e, ainda mais, de votar na minha antiga escola (ai agora é que têm matrecos?).
Terça-feira, Setembro 22, 2009
Terça-feira, Setembro 15, 2009
Segunda-feira, Setembro 14, 2009
Sexta-feira, Setembro 11, 2009
Onze
Quase não vi o Porto jogar, esta época, mas alerto desde já a população que, para mim, mais importante do que saber se se está a formar uma equipa, é saber se não se estão a formar duas equipas: uma na minha cabeça e outra na cabeça de Jesualdo Ferreira. Quando o desfasamento entre as escolhas do treinador (o mundo das sombras) e as minhas escolhas (a perfeição das formas) se revela muito grande, há vulcões que reentram em actividade, placas tectónicas que fogem do seu lugar e animais que vagueiam em sofrimento no coração da floresta, acometidos por insónias que podem durar semanas. Eu também não durmo lá muito bem. E há sobretudo domingos sem sol, enormes banquetes na 2ª circular, quartas-feiras perigosas em Islington, dois jornais que rejubilam.
Vamos aguardar, sem serenidade. Pelo que li e ouvi, o Falcão tem procurado fazer esquecer o Lisandro, mas eu não quero esquecer o Lisandro, um grande avançado que nunca fez um mau jogo na vida. Se dependesse de mim, Licha seria titular na próxima partida. Bem sei que o Porto o vendeu por vinte e tal milhões de euros ao Lyon, mas isso não me parece motivo suficientemente forte para afastar um jogador da titularidade. Esta sociedade de capitalismo selvagem ainda vai matar o futebol.
Nunca gostei do Kostadinov.
Vamos aguardar, sem serenidade. Pelo que li e ouvi, o Falcão tem procurado fazer esquecer o Lisandro, mas eu não quero esquecer o Lisandro, um grande avançado que nunca fez um mau jogo na vida. Se dependesse de mim, Licha seria titular na próxima partida. Bem sei que o Porto o vendeu por vinte e tal milhões de euros ao Lyon, mas isso não me parece motivo suficientemente forte para afastar um jogador da titularidade. Esta sociedade de capitalismo selvagem ainda vai matar o futebol.
Nunca gostei do Kostadinov.
Quinta-feira, Setembro 10, 2009
Eu seio que eles dizem
E tu, terias resistido à tentação de usar aquelas backing vocals para subtilmente cantar: «tit-tit-tit-tit-tit»?
Terça-feira, Setembro 08, 2009
Segunda-feira, Setembro 07, 2009
When daddy comes home, you always start a fight, so the neighbours can dance in the police disco lights
Numa entrevista da TSF, perguntaram a Miguel Esteves Cardoso quais os escritores portugueses contemporâneos que ele mais admira. A resposta foi curta: Agustina Bessa-Luís. Só a Agustina? quis saber Carlos Vaz Marques. E já é muito bom - avisou o MEC - somos um país pequenino, haver um escritor excelente, neste pedaço de terra sem grande dimensão, já é magnífico (cito de memória, não me processem, por favor). Se a primeira resposta separou bem as águas (Agustina para um lado, resto de Portugal, incluindo Liedson, para o outro), a segunda serviu sobretudo para pôr água na fervura, mas apenas na dose certa, sem arrefecer em demasia a terna convicção de que habitamos um país de escritores. A mim, por exemplo, irrita-me esta mania pitchforkiana de descobrir bandas geniais em todos os vampire weekends ou nationals que dão à costa. Eu sei que é da natureza da pop um certo entusiasmo juvenil pelas coisas, mas vamos com calma. Ou então não vamos, ficamos de pantufas em casa, a ver passar tão belos os comboios. Não acho nada mal que se diga: «estes tipos são fabulosos, nunca ouvi nada assim», mas depois, aproximadamente uma semana depois, convém recuar: «afinal, são bons, sim senhora, mas gosto mais de pimentos padrón». Na última meia dúzia de anos surgiram alguns discos que, por certo, ainda vamos ouvir com prazer daqui a muito tempo, quando formos velhos desdentados; contudo, só nasceu uma banda verdadeiramente genial e, neste caso, de pais desconhecidos, sem família: os Arcade Fire. É pouco? Já não é nada mau. Até porque, não raras vezes, os Arcade Fire são melhores do que a Agustina Bessa-Luís.
Sexta-feira, Setembro 04, 2009
Não basta perecer
Apesar de morta, a mulher de César anda há mais de dois mil anos a ouvir das boas e de toda a gente. Não passa um dia sem que alguém se levante e lhe diga: não basta, não basta. Coitadinha.
Quinta-feira, Setembro 03, 2009
Terça-feira, Setembro 01, 2009
Caderno de Palermo
1. Para chegar à Sicília, a tripulação da TAP obrigou-me a comer uma sande de atum e a fazer escala em Roma. Tive de ficar quatro ou cinco horas aborrecidas à espera de ligação mas, nesse período de tempo, junto a uma das portas de embarque, vi a Catherine Deneuve, ligeiramente apressada. De agora em diante, quando, em inquéritos de Verão, me perguntarem: «já encontrou alguma celebridade no aeroporto de Roma?» (uma pergunta recorrente), eu vou poder responder «sim, a Catherine Deneuve».
2. Alcançar a varanda não é difícil mas é preciso, primeiro, correr uma cortina azul e abrir a portada até esta bater na parede e fazer um pequeno barulho, quase imperceptível; um barulho que fica aqui no 3º andar da pensão Vicho e não desce à rua, não se mistura com os sons da avenida, a esta hora um pouco menos agitada. Só na varanda, aliás, se consegue sobreviver às altas temperaturas pois o ar condicionado deve permanecer desligado, caso contrário - alerta o senhor Vittorio - o quadro eléctrico, débil desde nascença, deixará a pensão às escuras e o par de alemães do quarto ao lado reclamará num duro staccato germânico que eles, il tedeschi, em italiano não soltam a língua, nem uma palavrinha, assegura o senhor Vittorio, de camisa aberta e óculos embaciados pelo calor que não perdoa, mesmo depois do sol se pôr. Experimento ligar o ar condicionado. Confirma-se: a pensão fica às escuras. Não se está mal.
3. Em Palermo, dos carros sempre sujos saem mulheres lavadíssimas.
4. Viajar serve, entre outras coisas também importantes, para percebermos que isto é tudo muito mais vasto. A beleza não é nunca uma flor, como nos maus poemas. A beleza é um campo de flores, como nos bons poemas.
5. Há uma capela na estação de Palermo. Os comboios é que meu deus.
- Hoje, o vinho é de graça porque este é o último dia, vamos fechar para férias.
- E quando voltam?
- No dia 28 reabrimos.
- Sim, mas quando voltam a fechar?
6. Na Sicília, as editoras locais publicam muitos livros sobre a actividade subterrânea da máfia e os conluios de que ela beneficia, apesar de grande parte dos jornalistas utilizar o combate à cosa nostra como instrumento para outros fins políticos sem, de facto, tocar nos verdadeiros problemas (um pouco à semelhança daqueles deputados que falam das importantíssimas questões ambientais mas que nem sonham que a Serra Amarela tem mais do que uma cor). Os autores, porém, não se escondem atrás de pseudónimos ou abreviaturas, ao contrário do que seria de esperar. A máfia despreza quase sempre a literatura, os escritores. Não combate gente pálida, suponho.
7. Não há sítios para dançar em Palermo. Não se dança em Palermo, uma terra de duros.
8. No Mercado de Ballarò vejo o segundo golo da Lázio para a super-taça de Itália: um grande chapéu numa televisão pequenina.
9. Não duvido que aqui as fintas do Miccoli lhe saiam melhor do que em Lisboa - apesar de todas as transgressões, uma cidade demasiado arrumada e pombalina para aquele metro e meio de corpo preparadíssimo para enganar tudo e todos.
10. Sferracavallo é o nome de uma localidade. Se fosse nome de avançado, este seria certamente possante e incapaz de uma finta.
11. Grande início da resenha histórica do guia da Lonely Planet: «There's a reason why Palermo looks old: it is». Da mesma autora, podemos também encontrar este tratado sobre o optimismo e a fé na vontade dos homens: «Stay up enjoying Catania's nightlife and rise early for the amazing fish market». Stay up and rise early!
12. Um resumo? Pobreza e vitalidade.
13. Percentagem de italianos que respeitam as passadeiras: 0% (sem arredondamentos).
14. Percentagem de daniel num fiat panda velho: 32% (ainda cabes, pá).
15. Percentagem de habitantes de Palermo que convive bem com o facto de «palerma», em português, significar «idiota», «estúpido», «tolo», «néscio», «lerdo», «parvo», «bruto», «tonto» ou «imbecil»: 10%.
16. Parece que foram os árabes que inventaram esta coisa dos gelados (agora porreiro era uma comida fresquinha, com sabores, etc etc). Um grande e merecido abraço para os árabes.
17. Em Lisboa, uma italiana é um café, mas na Sicília, uma italiana é uma italiana.
- Percebes italiano?
- Sim, desde que falado sem entusiasmo.
- Mas eu sem entusiasmo não sei falar.
- Ok, então ficamos os dois aqui caladinhos.
18. Toda a gente esteve na Sicília: árabes, gregos, romanos, bizantinos, uma equipa de natação irlandesa, uma mulher alta e confusa. Até eu.
19. É mais difícil ser-se infeliz numa cidade em que as mulheres andam de mota.
20. O italiano é uma língua belíssima (às vezes) mas completamente desajustada à leveza subtil ou à ferocidade de uma canção rock. Percentagem de bandas italianas que me fazem lembrar Eros Ramazzotti: 98 % (2% para Laura Pausini).
21. Não se pode fazer nada para mudar o mundo porque, como seria de esperar, o mundo não quer mudar nem para o quarto ao lado.
22. Querias férias? Mil passos à frente são mil passos atrás. Mil noites à frente, mil noites atrás.
23. Escrita automática e vida ultra-diplomática.
24. Mais praia e menos catacumbas.
25. Ninguém pode dizer: «este é um momento histórico». É impossível saber logo. A história são os velhos que já não morrem, não são os jovens com a ilusão de eternidade.
26. Um tipo habitua-se a tudo e não se habitua a nada (o mesmo tipo, atenção).
- Boa tarde. Queria um gelado, «coppa piccola».
- De que sabores?
- Limão e chocolate.
- Limão não liga com chocolate.
- Mas eu gosto.
- Limão liga com morango, por exemplo.
- E com straciatella?
- Também não.
- Chocolate e melão?
- Não combina.
- Pronto, limão e morango.
- Um euro e cinquenta.
27. O sistema de recolha do lixo da cidade de Palermo está, como em Nápoles, nas mãos sujas da máfia. À primeira vista, esta não parece uma conquista demasiado importante mas, ao segundo cheirinho, é fácil perceber que se trata de uma arma poderosa. Os padrinhos podem ter trejeitos na boca e sotaques bizarros, quando falam inglês, mas não são parvos. Reciclagem? Uma arte abstracta e longínqua.
28. Para comer um panino con pannelle e crocché fui aconselhado a visitar o estabelecimento «Franco U Vastiddaru», um sítio de comes e bebes, aberto para a rua como se fosse uma roulotte de farturas e onde até o menos escrupuloso funcionário da ASAE poderia facilmente ser vítima de síncope cardíaca.
29. No país dos «machos latinos», o principal jornal desportivo é impresso em páginas cor-de-rosa.
30. Em Mondello, a 15 minutos de Palermo, é preciso pagar para aceder à praia. Às vezes esquecemo-nos mas Portugal tem duas coisas maravilhosas: uma costa sem dono e filmes com legendas.
31. Que em ninguém sobreviva a ideia de que eu gosto de Palermo.
2. Alcançar a varanda não é difícil mas é preciso, primeiro, correr uma cortina azul e abrir a portada até esta bater na parede e fazer um pequeno barulho, quase imperceptível; um barulho que fica aqui no 3º andar da pensão Vicho e não desce à rua, não se mistura com os sons da avenida, a esta hora um pouco menos agitada. Só na varanda, aliás, se consegue sobreviver às altas temperaturas pois o ar condicionado deve permanecer desligado, caso contrário - alerta o senhor Vittorio - o quadro eléctrico, débil desde nascença, deixará a pensão às escuras e o par de alemães do quarto ao lado reclamará num duro staccato germânico que eles, il tedeschi, em italiano não soltam a língua, nem uma palavrinha, assegura o senhor Vittorio, de camisa aberta e óculos embaciados pelo calor que não perdoa, mesmo depois do sol se pôr. Experimento ligar o ar condicionado. Confirma-se: a pensão fica às escuras. Não se está mal.
3. Em Palermo, dos carros sempre sujos saem mulheres lavadíssimas.
4. Viajar serve, entre outras coisas também importantes, para percebermos que isto é tudo muito mais vasto. A beleza não é nunca uma flor, como nos maus poemas. A beleza é um campo de flores, como nos bons poemas.
5. Há uma capela na estação de Palermo. Os comboios é que meu deus.
- Hoje, o vinho é de graça porque este é o último dia, vamos fechar para férias.
- E quando voltam?
- No dia 28 reabrimos.
- Sim, mas quando voltam a fechar?
6. Na Sicília, as editoras locais publicam muitos livros sobre a actividade subterrânea da máfia e os conluios de que ela beneficia, apesar de grande parte dos jornalistas utilizar o combate à cosa nostra como instrumento para outros fins políticos sem, de facto, tocar nos verdadeiros problemas (um pouco à semelhança daqueles deputados que falam das importantíssimas questões ambientais mas que nem sonham que a Serra Amarela tem mais do que uma cor). Os autores, porém, não se escondem atrás de pseudónimos ou abreviaturas, ao contrário do que seria de esperar. A máfia despreza quase sempre a literatura, os escritores. Não combate gente pálida, suponho.
7. Não há sítios para dançar em Palermo. Não se dança em Palermo, uma terra de duros.
8. No Mercado de Ballarò vejo o segundo golo da Lázio para a super-taça de Itália: um grande chapéu numa televisão pequenina.
9. Não duvido que aqui as fintas do Miccoli lhe saiam melhor do que em Lisboa - apesar de todas as transgressões, uma cidade demasiado arrumada e pombalina para aquele metro e meio de corpo preparadíssimo para enganar tudo e todos.
10. Sferracavallo é o nome de uma localidade. Se fosse nome de avançado, este seria certamente possante e incapaz de uma finta.
11. Grande início da resenha histórica do guia da Lonely Planet: «There's a reason why Palermo looks old: it is». Da mesma autora, podemos também encontrar este tratado sobre o optimismo e a fé na vontade dos homens: «Stay up enjoying Catania's nightlife and rise early for the amazing fish market». Stay up and rise early!
12. Um resumo? Pobreza e vitalidade.
13. Percentagem de italianos que respeitam as passadeiras: 0% (sem arredondamentos).
14. Percentagem de daniel num fiat panda velho: 32% (ainda cabes, pá).
15. Percentagem de habitantes de Palermo que convive bem com o facto de «palerma», em português, significar «idiota», «estúpido», «tolo», «néscio», «lerdo», «parvo», «bruto», «tonto» ou «imbecil»: 10%.
16. Parece que foram os árabes que inventaram esta coisa dos gelados (agora porreiro era uma comida fresquinha, com sabores, etc etc). Um grande e merecido abraço para os árabes.
17. Em Lisboa, uma italiana é um café, mas na Sicília, uma italiana é uma italiana.
- Percebes italiano?
- Sim, desde que falado sem entusiasmo.
- Mas eu sem entusiasmo não sei falar.
- Ok, então ficamos os dois aqui caladinhos.
18. Toda a gente esteve na Sicília: árabes, gregos, romanos, bizantinos, uma equipa de natação irlandesa, uma mulher alta e confusa. Até eu.
19. É mais difícil ser-se infeliz numa cidade em que as mulheres andam de mota.
20. O italiano é uma língua belíssima (às vezes) mas completamente desajustada à leveza subtil ou à ferocidade de uma canção rock. Percentagem de bandas italianas que me fazem lembrar Eros Ramazzotti: 98 % (2% para Laura Pausini).
21. Não se pode fazer nada para mudar o mundo porque, como seria de esperar, o mundo não quer mudar nem para o quarto ao lado.
22. Querias férias? Mil passos à frente são mil passos atrás. Mil noites à frente, mil noites atrás.
23. Escrita automática e vida ultra-diplomática.
24. Mais praia e menos catacumbas.
25. Ninguém pode dizer: «este é um momento histórico». É impossível saber logo. A história são os velhos que já não morrem, não são os jovens com a ilusão de eternidade.
26. Um tipo habitua-se a tudo e não se habitua a nada (o mesmo tipo, atenção).
- Boa tarde. Queria um gelado, «coppa piccola».
- De que sabores?
- Limão e chocolate.
- Limão não liga com chocolate.
- Mas eu gosto.
- Limão liga com morango, por exemplo.
- E com straciatella?
- Também não.
- Chocolate e melão?
- Não combina.
- Pronto, limão e morango.
- Um euro e cinquenta.
27. O sistema de recolha do lixo da cidade de Palermo está, como em Nápoles, nas mãos sujas da máfia. À primeira vista, esta não parece uma conquista demasiado importante mas, ao segundo cheirinho, é fácil perceber que se trata de uma arma poderosa. Os padrinhos podem ter trejeitos na boca e sotaques bizarros, quando falam inglês, mas não são parvos. Reciclagem? Uma arte abstracta e longínqua.
28. Para comer um panino con pannelle e crocché fui aconselhado a visitar o estabelecimento «Franco U Vastiddaru», um sítio de comes e bebes, aberto para a rua como se fosse uma roulotte de farturas e onde até o menos escrupuloso funcionário da ASAE poderia facilmente ser vítima de síncope cardíaca.
29. No país dos «machos latinos», o principal jornal desportivo é impresso em páginas cor-de-rosa.
30. Em Mondello, a 15 minutos de Palermo, é preciso pagar para aceder à praia. Às vezes esquecemo-nos mas Portugal tem duas coisas maravilhosas: uma costa sem dono e filmes com legendas.
31. Que em ninguém sobreviva a ideia de que eu gosto de Palermo.