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quarta-feira, outubro 26, 2005

Just like this train

Passaram aqui milhares de comboios, passaram-se dias e anos nesta estação que é agora a minha paisagem de espera. À minha frente, do outro lado da linha, está um painel publicitário que diz Every Body Feels e eu, em vez de pensar na roupa de desporto que alguém me quer vender, penso noutras coisas.

Desaparecidos os cowboys e as mulheres de vestidos longos, restam na plataforma as senhoras com sacos plásticos, desassossegadas ao toque dos telemóveis nervosos, e os rapazolas demasiado distraídos para perceberem as cidades que aqui começam apesar de, por enquanto, não passarem de nomes escritos num écran já um pouco envelhecido e que mal se consegue ler, por trás dos gestos do homem que, a meu lado, acende um cigarro.

Guardado na carteira está o meu bilhete de ida sem volta e, em redor, as coisas esforçam-se por se antecipar ao tempo que também anda ou corre sem regresso. Tudo isto, isto tudo, é uma viagem e eu só vou em segunda classe porque é mais barato e de qualquer forma, pelas janelas, vê-se o mesmo mundo a sair do seu lugar.

Daniel M.