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quarta-feira, outubro 12, 2005

Things behind the sun

Falar do tempo não é só um assunto de elevadores, uma conversa curta entre o 1º e o 7º andar de gente que olha o relógio ou afunda as mãos nos bolsos à procura das chaves com lentidão. Se alguém diz, por exemplo, a palavra verão há coisas que se transformam noutras coisas. Botas em sandálias. Ou segundos em fins de tarde com o cheiro da meia-praia de Lagos na pele-inteira. Mesmo em elevadores, já se deu o caso, por alguém falar em chuva, de pessoas que chegaram encharcadas ao emprego, envergando longas gabardines de detective. Isto apesar de terem saído de casa só com uma camisa e uma gravata de seda às riscas.

Quando no outro dia me falaram no vento, eu - que alinhara cuidadosamente o cabelo com gel e trinta e sete movimentos de escova - despentiei-me subitamente e perdi papeís importantes e virei a cara para fugir à poeira que então se tinha levantado (imagino que antes a poeira estivesse sentada ou até deitada). Mas depois alguém disse que se esperava sol no fim do dia e eu, que nunca espero nada do fim do que quer que seja, cheguei ao 7º andar com óculos escuros e sei de gente que me viu sair contigo de um descapotável vermelho e ainda hoje recorde o jeito com que fechei a porta do carro e disse uma frase curta e perfeita (como a tua saia), acho que em francês.

Daniel M.