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quarta-feira, março 08, 2006

Rádio Pirata do Ar #27

Não vi o jogo e por isso estou à vontade - e com vontade - para comentar a partida de ontem entre o Barcelona e um bairro de Londres (excelente ínicio de texto). O maradona que é, a seguir a mim, quem mais percebe de futebol neste continente (o Mourinho não conta porque tem o curso de treinadores de nível não sei quantos, condição que partilha com criaturas como Jorge Jesus e Norton de Matos, o que só por si mancha para sempre o curriculum de qualquer um) já dedicou uma boa prosa ao assunto aflorando o mais importante: o Chelsea é uma equipa construída para ganhar o campeonato inglês e isso, vem no dicionário de sinónimos, é o mesmo que não ter equipa para ganhar mais nada. Eu compreendo que esta teoria possa parecer estranha mas o Barcelona tem mais semelhanças com o Desportivo das Aves do que com o Blackbird, perdão, o Blackburn. No dia em que os milhões do russo e o caderno de Mourinho estiverem coordenados para conquistar a Liga de Campeões a história será outra. Em todo o caso, essa será sempre uma táctica arriscada, uma espécie de 3-3-4 do planeamento de uma época, porque os adversários espanhóis e italianos podem, em dois jogos, fazer chegar a bola à baliza do pita xeque sem respeito nenhum pelas horas que um tipo de Setubal (não é o Bocage) venha, eventualmente, a dedicar à nobre tarefa de inventar planos para amarrar Ronaldinhos e Ronaldões, espalhando a mensagem com palestras em inglês (combinações de 850 vocábulos, no máximo) ministradas em balneários ou em campos de treino onde os jogadores assistem às indicações do mister, sentados numa roda com aquele olhar, digamos, ausente. Já Rijkaard pode dormir melhor porque lhe é permitido montar uma equipa para vencer em Espanha e ela estar prontinha para ganhar quando precisa de passaporte e além do mais tem um gaúcho que, em pequeno, engoliu o telecomando da bola e o Deco, rapaz para receber o esférico tendo o corpo preparado para o movimento seguinte, ainda os defesas estão a rebobinar a cassete. Na verdade Rijkaard tem mais sorte do que isso pois o Deco pode fazer-se passar por Xavi quando este se lesiona ou tira férias a meio do jogo e o Lampart, que é excelente e pouco britânico no estilo, nem pintado de preto se transforma por segundos em Makelele.

Anda para aí (sou vago, eu sei) muita gente a dizer disparates a respeito destes assuntos. Qualquer dia ainda aparece um artigo da London Review of Books sobre futebol e o pensamento de José.

Daniel M.