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segunda-feira, julho 03, 2006

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«Se você já teve uma banda cover, escreveu um zine ou insistiu durante anos na busca pelo sucesso em algum setor que te rejeita, é impossível não encontrar inspiração em Scolari, porque ele é prova de que é possível construir uma carreira vitoriosa começando com dois gols contra, e fazer do amor apaixonado e não correspondido uma ferramenta para transcender a magia que outros exibem, ou até ostentam, com o descuido de plêibas pavoneando carros esporte. O que nós, ruins de bola, instintivamente admiramos no futebol dos times de Felipão – quase sempre horrível de assistir, admita-se - talvez se relacione menos à idéia de ganhar a qualquer preço e mais à idéia de que o grosso amor do técnico por um esporte dominado pela finesse o tenha ensinado a vencer apesar das chuteiras de chumbo. Quando vemos os times dele em campo, acreditamos mais em nós mesmos, e paradoxalmente acreditamos mais na igualdade, na possibilidade de fazer da emoção um substituto para o talento que nunca teremos.

Não quero terminar com um elogio de virtudes dignas de livro de auto-ajuda ou comentário de narrador de esportes (“superação”: bleargh!). Ainda que nós, os grossos, admiremos –e nos identifiquemos com- o triunfo do futebol quadrúpede promovido por Luiz Felipe, não deixamos de amar genuinamente tudo aquilo que não somos capazes de fazer tão bem quanto gostaríamos, e de reconhecer que a vitória da aplicação sobre o talento é sempre pífia.» - Noronha