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segunda-feira, setembro 18, 2006

Darwin or lose

«O facto de todos envelhecermos e morrermos mostra que o nosso genoma não é perfeito nem completo. O corpo com que Jesus ressuscitou (facto comprovado pelos apóstolos mais cépticos), esse sim, diz a Bíblia, era incorruptível, contendo um genoma perfeito e completo.» - Jónatas Machado

«Lamento se vos parte as lombadas do Carl Sagan» - Tiago Cavaco


Tendo por mote esta última frase, o maradona escreveu um texto excelente sobre o debate criacionismo vs darwinismo que eu espero que ainda esteja disponível no blog volátil onde ele faz a festa. O que por lá se diz corresponde em grande parte àquilo que eu penso mas talvez não se perca nada (a ver vamos) se me chegar perto da discussão pelos meus próprios pés.

Mesmo num dia mau, um daqueles em que um darwinista se sente mais símio do que nunca, parece-me difícil ficar indiferente à elegância de uma frase como essa das lombadas e do Carl Sagan que o Tiago Cavaco criou no seu estilo «César das Neves em fixe». Também não tenho nada contra fotos desfocadas e metáforas com jogos de tabuleiro nem, como é óbvio, me escapa a existência de artigos importantes na secção coisas da vida a que Darwin jamais chegaria por mais voltas de barco que viesse a empreender. Mas quando alguém quer alimentar uma discussão detalhada e, na mesma frase, usa a expressão «Jesus ressuscitou» e logo a seguir dá uma pirueta para outra como «genoma perfeito», sinto-me enganado ainda antes de tentar entender a razão pela qual elas surgem asssim tão juntas. Aparece-me então a célebre pulga atrás da orelha (não sendo dos piores insectos para ter atrás de uma orelha também não é das melhores companhias). A que espécie (evoluída) de conhecimento é que uma frase dessas nos leva? Já não temos o gozo da leitura que, por exemplo, a prosa do Tiago Cavaco generosamente nos concede nem, o que é mais grave, algo que possamos utilizar para - simplificando - pôr em marcha uma teoria que nos permita avançar nalguma direcção. Ficamos, isso sim, com uma outra que cede à preguiça de tapar todos os buracos com o que estiver à mão: Cristo ou DNA, ressurreição ou mutação. Como é que se sai dali? Para onde nos leva Jónatas Machado com uma frase daquelas?

Para os criacionistas, fazer valer a sua versão da história é o mais importante e, espalhada a mensagem, vencida a batalha, ficarão em sossego. Os darwinistas e aparentados terão sempre com que se entreter. Mesmo que se revele impossível provar que a ideia de Darwin é melhor do que as concorrentes, poucas dúvidas sobram sobre a sua capacidade de permitir uma discussão fecunda que nunca esmorece - quer pelo aparecimento de novos factos quer, principalmente, pelos desenvolvimentos teóricos que ela vai estimulando. Isto tudo enquanto decorre a nossa vidinha de almas atormentadas. Eu, que acredito ser importante o exercício do contraditório e até uma certa falta de respeito pelas teorias dominantes, não vejo o que tenhamos a ganhar entrando nesses labirintos toscos para onde certos criacionistas nos tentam empurrar com jeitinho ou sem jeito nenhum. Não julgo ser uma má opção manter as Sagradas Escrituras longe dos nucleótidos.