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segunda-feira, outubro 16, 2006

June

Eu sei que é tarde e que já andamos com Outubro às costas mas - o que fazer? - lembrei-me disto: o melhor concerto a que assisti, no ano passado, foi o da June Tabor, numa sala pequena em Inglaterra e para onde é possível levar - sem transgressão - vinho (em copos de vidro) e café, desde que adquiridos no bar. Não foi só da música que eu gostei. Pela primeira vez, ouvi alguém falar longamente, entre as canções (e sobre as canções), sem se afundar em banalidades nem tentando as habituais piscadelas de olho à assistência, evitando a piada fácil pela qual esperam os senhores de riso alarve que deus e o diabo espalharam por todas as plateias deste mundo e, é bem provável, pelas do outro também. Esses tipos sempre prontos a detonar umas gargalhadas ao mais leve sinal do palco, como quem aguarda, acelerando nervosamente, o semáforo que tarda em ficar verde. Nunca tinha assistido a um concerto em que tal acontecesse. Ou encontrava distância, desdém, ou uma amabilidade requentada, ou ainda um genuíno interesse em contar histórias mas pouco talento que justificasse tanta demora nos intervalos das músicas.

Por outro lado, nunca vi nenhuma instalação em vídeo que me enchesse as medidas. Agora só entro naquelas salas escuras dos museus para repousar as pernas e fugir à luz por alguns momentos. Havendo condições, não excluo a possibilidade de uma soneca valente.