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terça-feira, outubro 03, 2006

Ministério da Defesa

Eu, adepto maldito, vi o jogo do Porto com o Arsenal e imaginei, a partir de um punhado de imagens, o de ontem com o Braga. Estou assim na posse dos dois factores essenciais a qualquer análise séria sobre futebol: a memória e o delírio.

Durante quase um ano, o Porto treinou os segredos de uma táctica onde só cabiam três defesas. Uma táctica que os holandeses inventaram para compensar a ausência de cadeias montanhosas no país deles (às vezes é preciso subir para algum lugar nem que seja para o meio-campo adversário). A ideia não era má. O problema é que o Porto nem três defesas tinha e, bem vistas as coisas, ainda não tem. A ideia não era boa. Agora parece que eles são quatro de novo mas é tudo uma ilusão de óptica, um truque de circo, porque - na verdade - não existe defesa nenhum. O Bruno Alves mostra ânimo, gosta de perseguir a bola e quem a transporta. No entanto, não segue os adversários que não a têm e nem sequer imagina que são esses os que necessitam de maior vigilância. A seu lado está o Pepe que joga bem de cabeça mas não tem cabeça nenhuma (um paradoxo extraordinário). E laterais não há. Estão esgotados há anos.

Mesmo assim é possível fazer melhor do que no jogo de Londres (pergunte-me como).
Vejam este vídeo e aos cinco segundos coloquem-no em modo «pause»:



Que espécie de ajuntamento é aquele? Sete jogadores do Porto à volta de dois do Arsenal? A minha alma encolhe-se de vergonha. Não se trata apenas de um desatino táctico. É sobretudo uma deselegância. Se excluirmos também o Helton sobram (é fazer a conta, já dizia o Guterres) três jogadores azuis para 8 jogadores do Arsenal (não incluindo o guarda-redes que, por essa altura, devia estar mergulhado no mais profundo dos sonos). Portanto, um passo mais de aritmética deixa-nos aqui: 8-3=5.
Cinco gajos soltos como passarinhos. Cinco gajos. Isso é uma equipa de futebol de salão a jogar sozinha. Admira-me lá que apareça um quase loiro a chutar para a baliza (já podem tirar o vídeo do modo «pause»).