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terça-feira, outubro 31, 2006

Tom & Tom

Um leva o violão para a praia e quer as canções limpas e depuradas, apesar da voz traquina, insubmissa - vê lá se me agarras, querida orquestra. O outro é como uma grafonola ou um rádio dos antigos, com o som sujo, contaminado pelas noites de estrada e por conversas e muito bourbon fora de horas. Eu gosto dos dois porque às vezes apetecem-me as tardes na Ipanema dos anos 50, ao sol, outras vezes acordar num motel rasca em San Diego. Para a mãe de Tom Jobim, o filho «fica fazendo comidinha no piano», para Tom Waits, «the piano has been drinking» e não havendo assim tanta diferença entre ambos, há (ainda assim) alguma. Se Jobim gostava de «lambada, lambida, lampreia, lambreta e lambisgóia», Tom Waits prefere certamente o jazz mais escuro («darken the sax», please) e um velho Cadillac estacionado lá fora enquanto dura o cigarro e a moeda desce ao coração da jukebox. Não conheço nada que Tom Jobim tenha dito sobre «Waltzing Matilda» mas li há pouco tempo uma entrevista de 1976 em que Tom Waits menciona, divertido, «A garota de Ipanema». Reza assim:

«Actually I’m only afraid of a few things. I’m afraid I’m gonna be walking along some day in Los Angeles and drop into a manhole, and down there’s gonna be, like, five hundred unemployed bossa nova musicians and they are gonna “Girl from Ipanema” me to death. Hasn’t happened to me yet. I tried to take some Ipanema insurance, but they won’t cover you.»