<body><script type="text/javascript"> function setAttributeOnload(object, attribute, val) { if(window.addEventListener) { window.addEventListener('load', function(){ object[attribute] = val; }, false); } else { window.attachEvent('onload', function(){ object[attribute] = val; }); } } </script> <div id="navbar-iframe-container"></div> <script type="text/javascript" src="https://apis.google.com/js/plusone.js"></script> <script type="text/javascript"> gapi.load("gapi.iframes:gapi.iframes.style.bubble", function() { if (gapi.iframes && gapi.iframes.getContext) { gapi.iframes.getContext().openChild({ url: 'https://www.blogger.com/navbar.g?targetBlogID\x3d15932754\x26blogName\x3db-site\x26publishMode\x3dPUBLISH_MODE_BLOGSPOT\x26navbarType\x3dBLACK\x26layoutType\x3dCLASSIC\x26searchRoot\x3dhttp://thebsite.blogspot.com/search\x26blogLocale\x3dpt_PT\x26v\x3d2\x26homepageUrl\x3dhttp://thebsite.blogspot.com/\x26vt\x3d-4232449209465221699', where: document.getElementById("navbar-iframe-container"), id: "navbar-iframe" }); } }); </script>

domingo, julho 20, 2008

D'oh

Não sei se este calor também vos aperta e se, como eu, já se enterneceram com o pássaro Lorenz, mas não vão daqui embora sem saber que, até à data, temos isto: Odisseia 0 - Simpsons 3. Ah, os clássicos!

Porém, e para resgatar a credibilidade quase residual deste blog, fica aqui um pedaço de prosa que, bem vistas as coisas, é mais uma visita aos mecanismos da memória do que um namoro às letras:

«[...] Embora impossível de trocar por um almoço, esse Virgílio fora consolo em horas de fome. Estendido e com o cinto apertado, tinha-o estudado no chão de um antigo calabouço, tinha procurado passagens favoritas e concluído que os livros mais recentes eram menos belos por não terem recebido a consagração da memória; ou, numa pausa das suas andanças pela ilha, sentava-se na berma da estrada a mirar para lá do oceano as montanhas do Eimeo, e mergulhava na Eneida para encontrar "presságios". E mesmo que o oráculo respondesse com vozes ambíguas ou pouco animadoras (como é vulgar nos oráculos), pelo menos enchia-lhe a memória do exílio com visões de Inglaterra: salas de aula buliçosas, campos de jogos verdejantes, férias em casa, o imparável rumor de Londres e a lareira, a cabeça branca do seu pai. Porque o destino dos graves, repressivos e clássicos autores que a escola impinge e tantas vezes dá a conhecer de forma dolorosa, é conseguirem passar ao nosso sangue e serem na memória recordações natais, ao ponto de Virgílio não falar tanto de Mântua ou Augusto como de lugares ingleses e da irrecuperável mocidade do que foi estudante.»

R.L. Stevenson, «No vazio da onda, trio e quarteto», traduzido por Aníbal Fernandes