<body><script type="text/javascript"> function setAttributeOnload(object, attribute, val) { if(window.addEventListener) { window.addEventListener('load', function(){ object[attribute] = val; }, false); } else { window.attachEvent('onload', function(){ object[attribute] = val; }); } } </script> <div id="navbar-iframe-container"></div> <script type="text/javascript" src="https://apis.google.com/js/plusone.js"></script> <script type="text/javascript"> gapi.load("gapi.iframes:gapi.iframes.style.bubble", function() { if (gapi.iframes && gapi.iframes.getContext) { gapi.iframes.getContext().openChild({ url: 'https://www.blogger.com/navbar.g?targetBlogID\x3d15932754\x26blogName\x3db-site\x26publishMode\x3dPUBLISH_MODE_BLOGSPOT\x26navbarType\x3dBLACK\x26layoutType\x3dCLASSIC\x26searchRoot\x3dhttp://thebsite.blogspot.com/search\x26blogLocale\x3dpt_PT\x26v\x3d2\x26homepageUrl\x3dhttp://thebsite.blogspot.com/\x26vt\x3d-4232449209465221699', where: document.getElementById("navbar-iframe-container"), id: "navbar-iframe" }); } }); </script>

quarta-feira, setembro 24, 2008

Machado

Na última revista «Ler», Abel Barros Baptista escreveu duas páginas sobre o cómico em Machado de Assis. O texto não me convence por aí além mas tem uma passagem extraordinária e que eu subscrevo: «o cómico é coisa que (...) vive do aparecimento, súbito e inesperado, característica que partilha com os fantasmas e os sismos». Talvez por isso é que uma piada previsível nos desagrada, porque ela deixa-nos menos distraídos, sofrendo por antecipação com o inevitável desenlace, transformando-nos em animais de planície, os primeiros - diz a sabedoria popular - a pressentir a chegada de um terramoto, vendo assim subtraída a surpresa pelo fenómeno quando ele, de facto, sucede. Conhecer o destino demasiado cedo é, abusando da metáfora zoológica, uma jaula para o riso. E uma boa piada não deve tentar convencer-nos do que quer que seja, nem do profundíssimo absurdo da vida nem, muito menos, do talento desmesurado do autor. Tal como não é preciso acreditar em fantasmas para nos assustarmos com eles. O truque do lençol é que já está um pouco gasto.