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quinta-feira, dezembro 04, 2008

«Anywhere I lay my head», segunda parte

Eu julgava que a recensão enviesada que escrevi, ali em baixo, a propósito do álbum «Anywhere I lay my head», acabaria por ser um texto para manchar de vez a minha reputação, mas afinal parece que foi a Scarlett Johansson que saiu maltratada. Estou, como é natural, arrependido e já lhe comprei, numa tentativa desesperada de reconciliação, uma caixa de chocolates Mon Chéri (ela gostará do licor?), um bouquet de flores campestres e uns enchidos da Beira Baixa, não vá a rapariga afundar-se numa penumbrosa depressão por causa deste episódio que tão pouca dignidade traria, umas décadas mais tarde, ao seu obituário (In 2008, Daniel wrote a post, on his blog «b-site», that has driven Scarlett away from the road of success). No entanto, convém juntar alguns comentários aos teus, de modo a salvar a minha pele nesta história ou, então, arranjar mais lenha para me queimar.
Se imaginarmos um disco com algumas das melhores canções do Tom Waits, produzido pelo Dave Sitek dos TV on the Radio e contando, em estúdio, com alguns dos mais competentes e talentosos músicos de Nova Iorque, dificilmente o resultado será muito mau. Para isso seria necessário, por mais bizarro que possa parecer, algum talento. O disco da Scarlett Johansson é, na minha opinião, demasiado débil para as pérolas que transporta. Dizes, e se calhar bem, que é um disco despretensioso mas, se começarmos a elogiar os discos por serem despretensiosos, onde é que vamos parar? É o futuro da Humanidade que está em causa, Helena (ler com tom dramático e, ao mesmo tempo, acreditando ferozmente que a Humanidade procura os nossos blogues).

Queres que escolha 10 músicas para o meu álbum de versões do Tom Waits? Está bem:

1. Eggs and Sausage (gosto muito deste «rendezvous of strangers around the coffee urn»; o sentimento poético das coisas misturado com a leitura de ementas; uma grande letra).

2. Blue Valentines (uma canção quase perfeita, não mexeria em praticamente nada e não é certo que não estragasse tudo).

3. Just the right bullets (depois de «Blue Valentines» - às vezes até antes - a minha canção preferida do Tom Waits e, penso eu, a mais teatral de todas, com aquelas sílabas arrastadas e acelerações súbitas).

4. Tango till they’re sore (o piano partido, do início, também entraria na minha versão, juntamente com alguns amigos; pode aguentar muita gente esta música).

5. All the world is green (nesta, o importante é que os instrumentos não estejam afinados).

6. Chocolate Jesus (deve resultar bem se tocada só com brinquedos).

7. Hoist that rag (aquela guitarra à Ricky Martin, do original, seria para manter e agravar).

8. Green grass (outra que é preciso mexer com pinças, sem adocicar os arranjos, que foi o que aquela brasileira fez; a letra – som e sentido - já cumpre essa tarefa e muito bem).

9. Telephone Call from Instanbul (quanto mais imperfeito e granulado o som, melhor; trata-se, no fundo, de uma chamada internacional em plena década de 80).

10. More than rain (aqui basta montar, na rua, um cabaret lentíssimo e esperar que chova ou que, pelo menos, o tempo não contrarie a melancolia do tema, apesar deste ser mais do que um «emotional weather report» e muito mais do que um ensaio sobre o anticiclone dos Açores).

O meu tema original chamar-se-ia: «The Night of Saturday’s Heart» e seria um sucesso na hora de fecho dos bares.


(Parece que a Kathleen Brennan, mulher do Tom Waits, comentando a música «Town with no cheer», lhe disse uma vez - ao Tom, não à Scarlett Johansson - qualquer coisa como isto: É linda, devias gostar mesmo da rapariga. Ao que o Tom Waits terá respondido: Rapariga? É uma canção sobre um homem que quer uma bebida. Não sei o que a Kathleen pensa da Scarlett mas eu proponho uma luta na lama. Acho que é isso, falta sujidade ao álbum da Scarlett Johansson.)