<body><script type="text/javascript"> function setAttributeOnload(object, attribute, val) { if(window.addEventListener) { window.addEventListener('load', function(){ object[attribute] = val; }, false); } else { window.attachEvent('onload', function(){ object[attribute] = val; }); } } </script> <div id="navbar-iframe-container"></div> <script type="text/javascript" src="https://apis.google.com/js/plusone.js"></script> <script type="text/javascript"> gapi.load("gapi.iframes:gapi.iframes.style.bubble", function() { if (gapi.iframes && gapi.iframes.getContext) { gapi.iframes.getContext().openChild({ url: 'https://www.blogger.com/navbar.g?targetBlogID\x3d15932754\x26blogName\x3db-site\x26publishMode\x3dPUBLISH_MODE_BLOGSPOT\x26navbarType\x3dBLACK\x26layoutType\x3dCLASSIC\x26searchRoot\x3dhttp://thebsite.blogspot.com/search\x26blogLocale\x3dpt_PT\x26v\x3d2\x26homepageUrl\x3dhttp://thebsite.blogspot.com/\x26vt\x3d-4232449209465221699', where: document.getElementById("navbar-iframe-container"), id: "navbar-iframe" }); } }); </script>

terça-feira, junho 30, 2009

Era a vida que não os favorecia

Quem frequentou ontem, neste blogue, a Licenciatura Instantânea em Sociologia, já sabe que as pessoas, não sendo más, também não são boas. A frase mantém-se válida para o caso de pessoas mortas mas, normalmente, a condição de defunto amplia as virtudes e suspende, com suavidade, as imperfeições daquele que desaparece em definitivo. Não causa assim espanto que, por exemplo, a morte de Michael Jackson nos faça pensar mais no talento pop que contamina cada segundo dos seus primeiros discos ou naquele moonwalk diabólico que lhe esticava o corpo, do que nas suspeitas de pedofilia, na disparatada vontade de trocar de pele ou na sua incapacidade para lidar com a vida adulta sem recorrer a truques de infância, como se levasse sempre os Jackson 5 pela mão e o mundo à sua volta fosse uma réplica empobrecida de Neverland. Na verdade, fazemos isso sem esforço. São raros os casos em que nos lembramos das inevitáveis falhas dos falecidos ou, quando tal acontece, essas imperfeições afiguram-se-nos quase irrelevantes. E ainda bem. Num pequeno texto chamado «Margens do esquecimento» (vamos também esquecer rapidamente este título infeliz), Proust cita Michelet: «Diz-se que a morte embeleza aqueles que fulmina e exagera as suas virtudes, mas no geral era a vida que não os favorecia. A morte, essa piedosa e irrepreensível testemunha, ensina-nos, segundo a verdade, segundo a caridade, que em cada homem há habitualmente mais bem do que mal.». Não se pode dizer isto de uma forma melhor.